Pode, na maioria dos casos. Ter tido doença na gengiva, a chamada periodontite, não impede o implante. O que muda são duas coisas: a doença precisa estar controlada antes da cirurgia, e o cuidado depois precisa ser mais rigoroso, porque o risco de inflamação em volta do implante é maior.
Por que quem teve periodontite tem mais risco?
A periodontite não depende só das bactérias. Ela depende também de como o corpo de cada pessoa reage a elas. Algumas pessoas reagem de forma mais forte, e essa reação destrói o osso.
Essa tendência continua depois que os dentes caem. As bactérias que atacavam os dentes podem atacar a região em volta do implante. Estudos mostram que pessoas com histórico de periodontite têm mais chance de desenvolver essa inflamação em volta do implante do que quem nunca teve a doença.
Mais risco não quer dizer que vai dar errado. Quer dizer que o cuidado precisa ser maior.
O cigarro e o diabetes descontrolado somam risco a essa tendência. Já quem mantém a gengiva estável, com revisões e boa limpeza em casa, costuma ter bons resultados com os implantes ao longo dos anos. O controle da doença faz a diferença.
Periodontite tem cura?
Não no sentido de voltar ao que era. O osso perdido não cresce de volta sozinho. Mas a doença tem controle: o tratamento para a destruição e evita perder mais dentes.
É por isso que se fala em "doença controlada", e não "curada". Entenda melhor em periodontite tem cura?.
O que precisa acontecer antes do implante?
O caminho mais comum é este:
- Tratar a gengiva dos dentes que ficam, com limpeza profunda e orientação de higiene.
- Reavaliar depois de algumas semanas para ver se a inflamação diminuiu.
- Decidir quais dentes ficam e quais precisam sair.
- Fazer a tomografia para ver quanto osso restou.
- Planejar o implante, com ou sem enxerto, conforme o osso disponível.
Como a periodontite leva osso embora, o enxerto ósseo é mais comum nessas pessoas. Em alguns casos, ele é feito junto com o implante; em outros, antes.
O que diminui o risco depois do implante?
Estes fatores fazem mais diferença do que o tipo ou a marca do implante:
| Fator | Por que importa |
|---|---|
| Revisões a cada 3 a 6 meses | Pegam a inflamação no começo, quando é mais fácil tratar |
| Limpeza em casa caprichada | Escova, fio e escovinha entre os dentes, também em volta do implante |
| Não fumar | O cigarro piora a gengiva e dificulta a cicatrização |
| Diabetes controlado | Diabetes descontrolado piora a gengiva e o osso |
| Prótese fácil de limpar | Formato que permite a escova e o fio alcançarem a gengiva |
As revisões não são "para vender limpeza". Elas são parte do tratamento. Veja por quê em por que voltar ao dentista a cada 3 ou 6 meses.
E se a gengiva em volta do implante inflamar?
Os sinais são parecidos com os da gengiva doente: sangramento, vermelhidão, inchaço e, às vezes, pus. Quanto mais cedo for tratada, melhor costuma ser o resultado.
Não espere doer. A inflamação em volta do implante costuma ser silenciosa no começo. Saiba o que fazer em gengiva inflamada em volta do implante.
Onde fazer em Teresina?
Em Teresina, a Lucas Queiroz Odontologia fica na Av. Alzira Pedrosa, 647, no bairro Noivos. O Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951) é periodontista e implantodontista, com mestrado e doutorado em Periodontia pela FOP/UNICAMP. Para quem teve doença da gengiva, isso permite que o controle da gengiva e o implante sejam acompanhados juntos.
Quando procurar o dentista?
Procure uma avaliação se você já teve periodontite e nota:
- Sangramento ao escovar dentes ou implantes.
- Gengiva inchada, vermelha ou baixando.
- Dente ou implante mexendo.
- Pus ou gosto ruim na boca.
- Mais de 6 meses sem revisão.
Em resumo
- Quem teve doença na gengiva pode fazer implante na maioria dos casos.
- A doença precisa estar controlada antes da cirurgia.
- O risco de inflamação em volta do implante é maior nessas pessoas.
- Revisões a cada 3 a 6 meses e boa higiene diminuem esse risco.
- Parar de fumar e controlar o diabetes ajudam o implante a durar.
Perguntas frequentes
Meus dentes caíram por causa da gengiva. Vai acontecer o mesmo com o implante?
Não necessariamente. O implante não tem cárie, mas pode sofrer inflamação em volta dele. Com a doença controlada, boa higiene e revisões regulares, a maioria dos implantes nessas pessoas funciona bem por muitos anos.
Preciso de enxerto de osso por ter tido periodontite?
Às vezes. A periodontite destrói parte do osso que segurava os dentes. Se o osso que sobrou não for suficiente, o enxerto pode ser necessário. Só a tomografia mostra isso.
Por quanto tempo a doença precisa estar controlada antes do implante?
Não há um prazo fixo. O dentista reavalia a gengiva depois do tratamento e só marca a cirurgia quando o sangramento e as bolsas diminuíram. Em geral, isso leva algumas semanas a alguns meses.
Fumante que teve periodontite pode fazer implante?
Pode ser avaliado, mas o risco é bem maior. O cigarro piora a gengiva e dificulta o osso se unir ao implante. Parar de fumar é uma das medidas que mais ajudam.
Implante é melhor que manter dentes tratados?
Não. Sempre que um dente com periodontite puder ser mantido com saúde, vale tentar. O implante é para repor o que foi perdido, não para substituir dentes que ainda têm salvação.
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