Gengiva

Quem teve doença na gengiva pode fazer implante?

Resposta rápidaPode, na maioria dos casos. Quem perdeu dentes por doença da gengiva (periodontite) pode fazer implante, desde que a doença esteja controlada antes da cirurgia. O risco de inflamação em volta do implante é maior nessas pessoas, por isso a higiene diária e as revisões a cada 3 a 6 meses fazem muita diferença.

Pode, na maioria dos casos. Ter tido doença na gengiva, a chamada periodontite, não impede o implante. O que muda são duas coisas: a doença precisa estar controlada antes da cirurgia, e o cuidado depois precisa ser mais rigoroso, porque o risco de inflamação em volta do implante é maior.

Por que quem teve periodontite tem mais risco?

A periodontite não depende só das bactérias. Ela depende também de como o corpo de cada pessoa reage a elas. Algumas pessoas reagem de forma mais forte, e essa reação destrói o osso.

Essa tendência continua depois que os dentes caem. As bactérias que atacavam os dentes podem atacar a região em volta do implante. Estudos mostram que pessoas com histórico de periodontite têm mais chance de desenvolver essa inflamação em volta do implante do que quem nunca teve a doença.

Mais risco não quer dizer que vai dar errado. Quer dizer que o cuidado precisa ser maior.

O cigarro e o diabetes descontrolado somam risco a essa tendência. Já quem mantém a gengiva estável, com revisões e boa limpeza em casa, costuma ter bons resultados com os implantes ao longo dos anos. O controle da doença faz a diferença.

Periodontite tem cura?

Não no sentido de voltar ao que era. O osso perdido não cresce de volta sozinho. Mas a doença tem controle: o tratamento para a destruição e evita perder mais dentes.

É por isso que se fala em "doença controlada", e não "curada". Entenda melhor em periodontite tem cura?.

O que precisa acontecer antes do implante?

O caminho mais comum é este:

  1. Tratar a gengiva dos dentes que ficam, com limpeza profunda e orientação de higiene.
  2. Reavaliar depois de algumas semanas para ver se a inflamação diminuiu.
  3. Decidir quais dentes ficam e quais precisam sair.
  4. Fazer a tomografia para ver quanto osso restou.
  5. Planejar o implante, com ou sem enxerto, conforme o osso disponível.

Como a periodontite leva osso embora, o enxerto ósseo é mais comum nessas pessoas. Em alguns casos, ele é feito junto com o implante; em outros, antes.

O que diminui o risco depois do implante?

Estes fatores fazem mais diferença do que o tipo ou a marca do implante:

Fator Por que importa
Revisões a cada 3 a 6 meses Pegam a inflamação no começo, quando é mais fácil tratar
Limpeza em casa caprichada Escova, fio e escovinha entre os dentes, também em volta do implante
Não fumar O cigarro piora a gengiva e dificulta a cicatrização
Diabetes controlado Diabetes descontrolado piora a gengiva e o osso
Prótese fácil de limpar Formato que permite a escova e o fio alcançarem a gengiva

As revisões não são "para vender limpeza". Elas são parte do tratamento. Veja por quê em por que voltar ao dentista a cada 3 ou 6 meses.

E se a gengiva em volta do implante inflamar?

Os sinais são parecidos com os da gengiva doente: sangramento, vermelhidão, inchaço e, às vezes, pus. Quanto mais cedo for tratada, melhor costuma ser o resultado.

Não espere doer. A inflamação em volta do implante costuma ser silenciosa no começo. Saiba o que fazer em gengiva inflamada em volta do implante.

Onde fazer em Teresina?

Em Teresina, a Lucas Queiroz Odontologia fica na Av. Alzira Pedrosa, 647, no bairro Noivos. O Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951) é periodontista e implantodontista, com mestrado e doutorado em Periodontia pela FOP/UNICAMP. Para quem teve doença da gengiva, isso permite que o controle da gengiva e o implante sejam acompanhados juntos.

Quando procurar o dentista?

Procure uma avaliação se você já teve periodontite e nota:

  • Sangramento ao escovar dentes ou implantes.
  • Gengiva inchada, vermelha ou baixando.
  • Dente ou implante mexendo.
  • Pus ou gosto ruim na boca.
  • Mais de 6 meses sem revisão.

Em resumo

  • Quem teve doença na gengiva pode fazer implante na maioria dos casos.
  • A doença precisa estar controlada antes da cirurgia.
  • O risco de inflamação em volta do implante é maior nessas pessoas.
  • Revisões a cada 3 a 6 meses e boa higiene diminuem esse risco.
  • Parar de fumar e controlar o diabetes ajudam o implante a durar.

Perguntas frequentes

Meus dentes caíram por causa da gengiva. Vai acontecer o mesmo com o implante?

Não necessariamente. O implante não tem cárie, mas pode sofrer inflamação em volta dele. Com a doença controlada, boa higiene e revisões regulares, a maioria dos implantes nessas pessoas funciona bem por muitos anos.

Preciso de enxerto de osso por ter tido periodontite?

Às vezes. A periodontite destrói parte do osso que segurava os dentes. Se o osso que sobrou não for suficiente, o enxerto pode ser necessário. Só a tomografia mostra isso.

Por quanto tempo a doença precisa estar controlada antes do implante?

Não há um prazo fixo. O dentista reavalia a gengiva depois do tratamento e só marca a cirurgia quando o sangramento e as bolsas diminuíram. Em geral, isso leva algumas semanas a alguns meses.

Fumante que teve periodontite pode fazer implante?

Pode ser avaliado, mas o risco é bem maior. O cigarro piora a gengiva e dificulta o osso se unir ao implante. Parar de fumar é uma das medidas que mais ajudam.

Implante é melhor que manter dentes tratados?

Não. Sempre que um dente com periodontite puder ser mantido com saúde, vale tentar. O implante é para repor o que foi perdido, não para substituir dentes que ainda têm salvação.

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Fontes

  1. European Federation of Periodontology
  2. American Academy of Periodontology
  3. ITI — International Team for Implantology

Onde atendemos

Lucas Queiroz Odontologia

Av. Alzira Pedrosa, 647 · Noivos · Teresina–PI · CEP 64046-170