Pode, sim. Quem tem diabetes controlado pode fazer implante dentário, e os estudos mostram resultados parecidos com os de pessoas sem a doença. O que aumenta o risco é o diabetes descontrolado, com o açúcar alto por muito tempo.
Ou seja: a pergunta mais importante não é "tenho diabetes?", e sim "como está o meu controle?".
Por que o controle do açúcar importa tanto?
Quando a glicose fica alta por muito tempo, o corpo cicatriza pior. As defesas contra bactérias também ficam mais fracas.
No implante, isso pode atrapalhar duas coisas:
- A união do osso ao implante, que leva, em geral, de 3 a 6 meses.
- A cicatrização da gengiva logo após a cirurgia, aumentando a chance de infecção.
Com o diabetes bem acompanhado, esses riscos ficam bem menores. É por isso que o controle vem antes da cirurgia.
Quais exames o dentista pode pedir?
Muitas vezes, o dentista pede exames recentes antes de marcar a cirurgia. Os mais comuns são:
- Glicemia de jejum, que mostra o açúcar naquele dia.
- Hemoglobina glicada, um exame de sangue que mostra a média do açúcar nos últimos 2 a 3 meses.
A hemoglobina glicada é a mais útil, porque mostra se o controle é constante, e não só no dia do exame. Se os valores estiverem altos, pode ser melhor ajustar o tratamento com o médico antes e operar depois.
Diabetes e gengiva: qual a ligação?
Existe uma relação de mão dupla. O diabetes descontrolado aumenta o risco de doença na gengiva. E a gengiva inflamada, por sua vez, dificulta o controle do açúcar.
Isso importa para o implante porque a mesma inflamação pode atingir a gengiva em volta dele com o tempo. Entenda melhor em periodontite e diabetes: uma piora a outra.
Se houver doença na gengiva, o tratamento de gengiva costuma ser feito antes do implante. Muitas vezes, ele ajuda até no controle da glicose.
Como é o dia da cirurgia para quem tem diabetes?
Algumas orientações costumam ser dadas:
- Tome os remédios do diabetes como de costume, a menos que o médico oriente diferente.
- Coma antes da cirurgia, se o dentista não pedir jejum. Chegar em jejum com remédio pode causar queda de açúcar.
- Leve o aparelho de medir glicose, se você usa.
- Avise a equipe se sentir tremor, suor frio ou tontura.
Consultas pela manhã costumam ser mais tranquilas para quem tem diabetes, porque facilitam organizar refeições e remédios.
Que cuidados mudam depois do implante?
O pós-operatório segue o mesmo roteiro de qualquer implante: comida macia, gelo no rosto, repouso e remédios nos horários. Mas alguns pontos merecem mais atenção:
- Medir a glicose com mais frequência nos primeiros dias.
- Manter as refeições, mesmo que macias ou líquidas, para não desregular o açúcar.
- Observar sinais de infecção, como pus, febre ou dor que aumenta.
- Ir às revisões sem faltar, durante a cicatrização e depois.
As orientações gerais estão em cuidados depois da cirurgia de implante.
E depois, o implante precisa de mais cuidado?
Precisa de atenção contínua. Quem tem diabetes tem mais tendência a inflamação na gengiva, e isso vale também em volta do implante.
Por isso, a higiene diária e as revisões, em geral a cada 6 meses ou antes se o dentista indicar, fazem ainda mais diferença. Manter o diabetes controlado ao longo dos anos ajuda o implante a durar.
Onde fazer em Teresina?
Em Teresina, a Lucas Queiroz Odontologia atende na Av. Alzira Pedrosa, 647, no bairro dos Noivos. O Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951), periodontista e implantodontista com mestrado e doutorado em Periodontia pela FOP/UNICAMP, avalia a gengiva e os exames e, quando preciso, alinha o planejamento com o seu médico.
Quando procurar o dentista?
Se você tem diabetes, procure o dentista sem esperar a próxima revisão se notar:
- Gengiva sangrando, inchada ou com pus, em volta de dentes ou implantes.
- Ferida na boca que não cicatriza em cerca de duas semanas.
- Dente mole ou implante que parece mexer.
- Febre ou dor que piora depois da cirurgia.
Em resumo
- Quem tem diabetes controlado pode fazer implante.
- O risco aumenta quando a glicose fica alta por muito tempo.
- A hemoglobina glicada ajuda a ver se o controle é constante.
- Gengiva doente é tratada antes, e isso também ajuda o diabetes.
- Nos primeiros dias, meça a glicose com mais frequência e não pule refeições.
Perguntas frequentes
Diabetes tipo 1 ou tipo 2 faz diferença para o implante?
O que mais pesa é o controle da glicose, não o tipo de diabetes. Pessoas com os dois tipos podem fazer implante quando a doença está bem acompanhada pelo médico.
Quem usa insulina pode fazer implante?
Pode. Usar insulina não impede o implante. O importante é manter o esquema combinado com o médico e se alimentar direito no dia da cirurgia, para evitar queda de açúcar.
Preciso tomar antibiótico por ter diabetes?
Quem decide é o dentista, conforme o seu caso e o tipo de cirurgia. Não tome antibiótico por conta própria nem guarde sobras de tratamentos antigos.
A glicose pode subir depois da cirurgia?
Pode acontecer, por causa do estresse e da mudança na alimentação. Medir a glicose com mais frequência nos primeiros dias ajuda a perceber e agir cedo, junto com o seu médico.
Converse com um especialista em Teresina
A avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, é o que define o melhor caminho para o seu caso.
MARCAR CONSULTA