Calma: "não tem osso" quase nunca quer dizer "não tem jeito". Na maioria das vezes, significa que o osso atual não é suficiente para colocar um implante comum, do jeito comum, naquele lugar. Existem várias técnicas para contornar isso, e a escolha depende de onde falta osso e de quanto falta.
Vamos por partes, na ordem em que as dúvidas costumam aparecer.
Por que o osso acabou?
O osso da boca existe para segurar os dentes. Quando um dente sai, o corpo entende que aquele osso não é mais necessário e vai reabsorvendo aos poucos. Quanto mais tempo sem o dente, maior a perda.
Outras causas comuns são a doença de gengiva (periodontite), que destrói o osso antes mesmo de o dente cair, infecções antigas e o uso de dentadura por muitos anos. Entenda melhor por que a boca perde osso depois que o dente cai.
Qual exame confirma a falta de osso?
A tomografia da boca. Ela mostra o osso em três dimensões: altura, largura, densidade e a posição de estruturas que precisam ser respeitadas, como o nervo da mandíbula e o seio maxilar (a cavidade de ar acima dos dentes de cima).
Se a conclusão veio só de uma radiografia panorâmica, ela pode estar incompleta. A panorâmica não mostra a largura do osso, e às vezes subestima ou superestima o que existe.
Quais são as saídas para quem tem pouco osso?
Cada técnica serve para uma situação. As mais usadas:
| Situação | O que costuma ser feito |
|---|---|
| Osso fino (falta largura) | Enxerto ósseo para "engrossar" a região |
| Falta altura nos dentes de trás de cima | Levantamento de seio, com enxerto por baixo da membrana do seio |
| Pouca altura, mas largura razoável | Implantes mais curtos, quando o caso permite |
| Todos os dentes de uma arcada | Implantes inclinados que aproveitam o osso da frente |
| Perda grande de osso em cima | Implante zigomático, ancorado no osso da maçã do rosto |
O enxerto ósseo é o recurso mais conhecido. Mas nem sempre é obrigatório: veja quando dá para fazer implante com pouco osso sem enxerto.
O tratamento fica muito mais longo?
Pode ficar, mas nem sempre. Quando o enxerto é feito antes, espera-se em geral de 4 a 9 meses para o osso novo amadurecer e receber o implante. Depois, ainda vem o tempo de o osso se unir ao implante.
Em outros casos, enxerto e implante são colocados na mesma cirurgia. E, com implantes inclinados ou zigomáticos, às vezes é possível sair com dentes fixos provisórios em poucos dias. Só o planejamento individual responde isso.
E se eu não quiser passar por mais cirurgias?
É uma escolha legítima. Quem não quer enxerto nem implante pode seguir com uma prótese removível, como a roach ou a dentadura, que se apoiam na gengiva e nos dentes que restam. Elas não dependem de osso para serem colocadas.
A diferença é o que acontece ao longo dos anos. Sem implante, o osso continua diminuindo devagar, e a prótese removível tende a ficar folgada. Saber disso ajuda a decidir sem pressa e sem surpresas.
O que perguntar ao dentista agora?
Leve estas perguntas para a próxima consulta:
- Onde exatamente falta osso: altura, largura ou os dois?
- Qual técnica você indicaria e por quê?
- Quanto tempo leva cada etapa?
- Vou ficar sem dente em algum momento?
- O que acontece se eu esperar mais?
Respostas claras a essas perguntas ajudam você a comparar opções e a decidir com segurança.
Onde fazer em Teresina?
Casos com pouco osso pedem planejamento com tomografia e experiência em enxertos e técnicas alternativas. Na Lucas Queiroz Odontologia (Av. Alzira Pedrosa, 647, Noivos), o Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951), periodontista e implantodontista, mestre e doutor em Periodontia pela FOP/UNICAMP, avalia esses casos e explica cada alternativa.
Quando procurar o dentista?
Não adie a avaliação se:
- você perdeu um dente há pouco tempo e pensa em implante (quanto antes, mais osso);
- sua dentadura está cada vez mais solta;
- a gengiva sangra ou há dentes moles, sinais de doença que destrói osso;
- já ouviu que não tem osso, mas não fez tomografia.
Só a avaliação presencial, com exame e tomografia, define o tratamento para o seu caso.
Em resumo
- Ouvir "não tem osso" raramente significa que o implante é impossível.
- A tomografia é o exame que mostra quanto osso existe e onde.
- Enxerto, levantamento de seio, implantes curtos, inclinados ou zigomáticos são opções.
- O tempo de tratamento pode aumentar, em geral de 4 a 9 meses com enxerto prévio.
- Quanto antes você avaliar, mais osso costuma sobrar.
Perguntas frequentes
Quem não tem osso nunca vai poder fazer implante?
Na grande maioria dos casos, pode. Existem técnicas para aumentar o osso ou para aproveitar o osso que sobrou. Os casos em que nenhuma técnica é indicada são poucos e costumam envolver problemas de saúde geral.
Como o dentista sabe que tenho pouco osso?
A radiografia comum dá uma ideia, mas é a tomografia que mostra altura, largura e qualidade do osso em três dimensões. Se o diagnóstico veio só de uma radiografia, vale pedir a tomografia.
Pedir segunda opinião é falta de respeito com o dentista?
Não. Segunda opinião é comum e saudável em tratamentos maiores. Leve seus exames para evitar repetir o que já foi feito.
O enxerto ósseo sempre funciona?
Na maioria dos casos o enxerto se integra bem, mas não há como prometer sucesso em todos. Fumo, diabetes descontrolado e não seguir os cuidados aumentam o risco de falha.
Quanto tempo a mais leva o tratamento com pouco osso?
Quando o enxerto é feito antes do implante, a espera típica é de 4 a 9 meses. Em alguns casos, o enxerto e o implante são feitos na mesma cirurgia, e o tempo total fica menor.
Converse com um especialista em Teresina
A avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, é o que define o melhor caminho para o seu caso.
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