Depois dos 60, a gengiva pede mais atenção, mas não por causa da idade em si. O que pesa são anos de acúmulo de placa, mais remédios que secam a boca, raízes mais expostas e, às vezes, dificuldade nas mãos para escovar. Com alguns cuidados simples e revisões regulares, é possível manter os dentes, os implantes e as próteses saudáveis por muito tempo.
Por que a gengiva muda depois dos 60?
A doença de gengiva mais séria, a periodontite, destrói aos poucos o osso que segura os dentes. Ela avança devagar, ao longo de décadas. Por isso aparece mais em pessoas mais velhas: é o resultado de muitos anos, e não da idade.
Outros fatores que costumam se somar nessa fase:
- remédios de uso contínuo para pressão, depressão, alergia e outros, que reduzem a saliva;
- gengiva retraída, que deixa a raiz exposta e mais sujeita à cárie;
- diabetes, que piora a gengiva e é piorado por ela;
- próteses, pontes e implantes, que acumulam placa em cantos difíceis;
- artrite ou tremor, que atrapalham a escovação.
Quais cuidados fazem mais diferença?
1. Limpar entre os dentes todos os dias
A escova não alcança o espaço entre os dentes, onde a doença de gengiva começa. Com gengiva mais baixa, esse espaço fica maior, e a escova interdental, aquela escovinha fina, costuma funcionar melhor que o fio.
2. Escovar com a ferramenta certa
Escova macia, creme dental com flúor e atenção à linha da gengiva. Quem tem dificuldade nas mãos pode engrossar o cabo da escova ou usar escova elétrica. Veja escova elétrica ou manual para quem tem problema de gengiva.
3. Cuidar da boca seca
Beba água ao longo do dia, evite enxaguantes com álcool e converse com o médico se a boca estiver sempre seca. A saliva protege dentes e gengiva. Entenda o que a boca seca tem a ver com gengiva e dentadura.
4. Limpar próteses e implantes
- dentadura: tirar para dormir, escovar a prótese e a gengiva;
- ponte fixa: passar escova ou fio especial por baixo;
- implante: limpar em volta como um dente, com escova interdental.
5. Controlar diabetes
Glicose controlada ajuda a gengiva, e tratar a gengiva ajuda a controlar a glicose. As duas coisas andam juntas.
6. Não fumar
O cigarro piora a doença de gengiva e ainda esconde o sangramento, que é o principal sinal de alerta.
7. Fazer revisões regulares
Quem já teve periodontite costuma precisar de manutenção a cada 3 a 6 meses. A doença não volta ao que era antes, mas pode ser controlada. Saiba mais sobre se a periodontite tem cura.
Quais sinais não devem ser ignorados?
| Sinal | O que pode indicar |
|---|---|
| Sangramento ao escovar | Gengiva inflamada |
| Dente mole ou mudando de lugar | Perda do osso de sustentação |
| Dente parecendo mais comprido | Gengiva retraída |
| Mau hálito que não passa | Placa e bolsas na gengiva |
| Ferida que não cicatriza em 2 semanas | Precisa de exame, mesmo que não doa |
| Dentadura machucando | Prótese desadaptada |
E quem quer colocar implante depois dos 60?
Não há idade máxima para implante. O que importa é a saúde geral, o osso e a gengiva. Muitas vezes o caminho começa pelo tratamento de gengiva e depois segue para o implante. Veja se é possível fazer implante com mais de 60 anos.
Onde fazer em Teresina?
A Lucas Queiroz Odontologia, na Av. Alzira Pedrosa, 647, Noivos, faz tratamento e manutenção de gengiva para pacientes de todas as idades. O Dr. Lucas Araujo Queiroz, CRO-PI 1951, é periodontista e implantodontista, mestre e doutor em Periodontia pela FOP/UNICAMP.
Quando procurar o dentista?
Marque uma avaliação se notar:
- gengiva sangrando, inchada ou muito vermelha;
- dentes moles ou abrindo espaços;
- dor ao mastigar;
- boca sempre seca;
- feridas na boca que não somem;
- dentadura ou ponte solta ou machucando.
Em resumo
- A idade, sozinha, não faz perder dentes; a doença de gengiva, sim.
- Limpar entre os dentes todos os dias é o cuidado que mais faz diferença.
- Boca seca, diabetes e cigarro pioram a gengiva.
- Próteses e implantes precisam de limpeza própria.
- Revisões a cada 3 a 6 meses ajudam a manter os dentes.
Perguntas frequentes
É normal perder dentes com a idade?
Não. A idade, por si só, não faz os dentes caírem. O que leva à perda, na maioria das vezes, é a doença de gengiva não tratada e a cárie. Com cuidados e acompanhamento, muitas pessoas mantêm seus dentes naturais por muitos anos.
Gengiva de idoso sangra mais?
Sangramento não é normal em nenhuma idade: é sinal de inflamação. Algumas pessoas idosas sangram menos mesmo com a gengiva doente, principalmente fumantes ou quem usa certos remédios. Por isso as revisões são importantes, mesmo sem sangramento.
Quem usa dentadura precisa cuidar da gengiva?
Sim. A gengiva embaixo da dentadura pode inflamar, criar feridas e fungos, principalmente se a prótese é usada dia e noite. Tirar a dentadura para dormir, limpar a prótese e a gengiva e fazer revisões ajuda a evitar problemas.
Escova elétrica é melhor para idoso?
Para quem tem artrite, tremor ou dificuldade de movimentar as mãos, a escova elétrica costuma facilitar bastante. Ela também tem cabo mais grosso, fácil de segurar. A escova manual funciona bem para quem consegue usá-la com cuidado.
Com que frequência o idoso deve ir ao dentista?
Em geral, a cada 6 meses. Quem já teve doença de gengiva ou tem implantes costuma precisar de revisões a cada 3 a 6 meses, conforme a orientação do dentista.
Converse com um especialista em Teresina
A avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, é o que define o melhor caminho para o seu caso.
MARCAR CONSULTA