Gengiva

Periodontite é de família? Por que atinge algumas pessoas

Resposta rápidaEm parte, sim. A herança genética influencia como o corpo reage às bactérias da gengiva, e por isso a periodontite, a doença que destrói o osso em volta dos dentes, às vezes aparece em várias pessoas da mesma família. Mas os genes não decidem sozinhos: cigarro, diabetes, higiene e revisões regulares pesam muito no resultado.

Em parte, é. A herança genética influencia como o seu corpo reage às bactérias da gengiva, e por isso a periodontite, a doença que destrói o osso em volta dos dentes, costuma se repetir em algumas famílias. Mas os genes não agem sozinhos: cigarro, diabetes e cuidados diários decidem boa parte da história.

O que a genética tem a ver com a gengiva?

Toda boca tem bactérias. O que muda de pessoa para pessoa é a reação do corpo a elas. Em algumas, a defesa é equilibrada e a gengiva fica apenas levemente inflamada. Em outras, a resposta é exagerada.

É essa inflamação exagerada que acaba destruindo o osso. Os genes ajudam a definir a força e a duração dessa reação. Por isso duas pessoas com a mesma escovação podem ter gengivas bem diferentes.

Estudos com gêmeos e com famílias mostram que parte do risco de periodontite é herdada. Não existe um único "gene da periodontite". São vários genes, cada um com um efeito pequeno.

Existe uma forma que aparece mais cedo?

Existe. Na maioria das pessoas, a periodontite avança devagar e aparece depois dos 35 ou 40 anos. Mas há uma forma que começa na adolescência ou no início da vida adulta e avança rápido.

Ela costuma atingir primeiro os dentes da frente e os primeiros molares. Muitas vezes a pessoa tem pouca placa e mesmo assim perde osso. Esse tipo aparece com mais frequência em pessoas da mesma família.

Os sinais dessa forma precoce estão em doença da gengiva em jovens: sinais de alerta.

Quais outros fatores pesam no risco?

A herança é só uma peça. Vários outros fatores somam ou subtraem risco:

Fator Dá para mudar?
Herança genética Não, mas dá para acompanhar de perto
Idade Não
Cigarro Sim, e é um dos fatores mais fortes
Diabetes Sim, com controle da glicose
Placa acumulada Sim, com escova e limpeza entre os dentes
Estresse e sono ruim Em parte
Obesidade Em parte, com acompanhamento
Alguns remédios Às vezes, conversando com o médico

Quem tem a genética contra não pode trocar de família. Mas pode tirar da conta tudo o que depende dos hábitos. Para o diabetes, veja periodontite e diabetes.

Então é genética ou é contágio?

Não é contágio no sentido comum. As bactérias podem passar pela saliva entre pessoas da mesma casa, mas isso não basta para causar a doença. O que se herda de verdade é a tendência da gengiva a reagir mal.

Famílias também compartilham hábitos: o que comem, se fumam, como escovam os dentes, quando vão ao dentista. Parte do que parece "de família" vem daí. Explicamos a questão do contágio em periodontite pega? pode passar pelo beijo?.

Tenho casos na família. O que fazer?

Saber do risco é uma vantagem, porque permite agir antes. Algumas atitudes práticas:

  1. Conte ao dentista quem na família perdeu dentes pela gengiva e com que idade.
  2. Faça exame completo da gengiva, com medição em cada dente e radiografias.
  3. Mantenha revisões regulares, no intervalo que o dentista definir para o seu risco.
  4. Não fume. Genética mais cigarro é uma combinação especialmente ruim.
  5. Leve os filhos ao dentista e conte a história da família.
  6. Não espere o sangramento piorar para marcar consulta.

Quem descobre a doença cedo costuma precisar de tratamentos menores. E, com manutenção, consegue manter os dentes por muitos anos.

Onde fazer em Teresina?

Na Lucas Queiroz Odontologia, na Av. Alzira Pedrosa, 647, bairro Noivos, o atendimento de gengiva é do Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951). Ele é periodontista em Teresina e implantodontista, mestre e doutor em Periodontia pela FOP/UNICAMP. O histórico familiar é levado em conta na avaliação e no intervalo das revisões.

Quando procurar o dentista?

  • Pais ou irmãos perderam dentes pela gengiva, principalmente antes dos 50 anos.
  • Sua gengiva sangra, mesmo que não doa.
  • Você é jovem e tem algum dente mole ou abrindo espaço.
  • Os dentes da frente estão se afastando ou parecendo mais compridos.
  • Faz mais de um ano desde o último exame da gengiva.

Em resumo

  • A herança genética influencia a reação da gengiva às bactérias.
  • Não existe um único gene: são vários, cada um com efeito pequeno.
  • Há uma forma que começa cedo e aparece mais em algumas famílias.
  • Cigarro, diabetes e higiene pesam tanto quanto a genética.
  • Quem tem casos na família deve fazer exames da gengiva mais cedo e com mais frequência.

Perguntas frequentes

Se meus pais perderam os dentes pela gengiva, vou perder também?

Não necessariamente. Você pode ter mais tendência, mas os hábitos e o acompanhamento mudam muito a história. Quem sabe do risco e faz revisões costuma descobrir a doença cedo, quando é mais fácil controlar.

Existe exame de sangue ou genético para periodontite?

Existem testes genéticos em pesquisa e alguns comerciais, mas eles não são usados na rotina. O exame clínico da gengiva e as radiografias continuam sendo a forma confiável de saber se há doença.

Com que idade devo começar a me preocupar?

Quem tem casos de periodontite cedo na família deve ter a gengiva examinada desde a adolescência. Nas formas que começam cedo, a perda de osso pode aparecer antes dos 30 anos.

Periodontite de família tem tratamento?

Tem. O tratamento é o mesmo: limpeza profunda da raiz, controle dos fatores de risco e manutenção regular. Pessoas com tendência forte costumam precisar de revisões mais frequentes.

Meus filhos precisam de cuidado especial?

Vale contar ao dentista das crianças que há periodontite na família. Assim ele acompanha a gengiva com mais atenção e ensina a higiene desde cedo.

Converse com um especialista em Teresina

A avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, é o que define o melhor caminho para o seu caso.

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Fontes

  1. European Federation of Periodontology
  2. American Academy of Periodontology
  3. PubMed — revisões sobre fatores genéticos na periodontite

Onde atendemos

Lucas Queiroz Odontologia

Av. Alzira Pedrosa, 647 · Noivos · Teresina–PI · CEP 64046-170