Pode dar errado, sim, como qualquer cirurgia. Na maioria dos casos, porém, o enxerto se integra bem e prepara o osso para o implante. Os problemas mais comuns são infecção, o material aparecer pela gengiva e a perda de parte do enxerto, e quase sempre dão sinais que você consegue perceber cedo.
Saber separar o que é normal do que é alerta evita dois erros: se desesperar à toa ou demorar a pedir ajuda.
O que é normal e o que não é?
Esta comparação ajuda nos primeiros dias:
| Normal na recuperação | Sinal de alerta |
|---|---|
| Inchaço que cresce até o 2º ou 3º dia e depois baixa | Inchaço que continua aumentando depois do 4º dia |
| Dor leve a moderada, que melhora com o remédio | Dor que piora depois do 3º dia |
| Sangue misturado à saliva nas primeiras 24 horas | Sangramento que não para com 30 minutos de pressão |
| Mancha roxa ou amarelada no rosto | Febre, calafrios ou mal-estar geral |
| Alguns grãozinhos soltos saindo | Muito material saindo ou membrana aparecendo |
| Gosto diferente por causa dos pontos | Pus, mau cheiro forte ou gosto de secreção |
Na dúvida, ligue. É sempre melhor o dentista olhar cedo do que tarde.
Quais problemas podem acontecer?
Infecção. Bactérias contaminam a região. Aparecem dor crescente, inchaço, pus e às vezes febre. Tratada no início, costuma ser controlada; se avança, parte do enxerto pode ser perdida.
Exposição do enxerto. A gengiva se abre e o material ou a membrana fica à mostra. Pode acontecer quando os pontos soltam, quando a prótese aperta a região ou quando a gengiva é muito fina.
Integração parcial. O corpo forma menos osso do que o esperado. Nesse caso, o implante pode precisar de um complemento de enxerto ou de um tamanho diferente.
Complicações no seio maxilar. No levantamento de seio, a membrana pode se romper ou surgir uma sinusite. São situações raras, mas que pedem atenção; veja se o implante de cima pode dar sinusite.
O que aumenta o risco de o enxerto falhar?
Alguns fatores pesam bastante:
- Fumar. Reduz o sangue que chega à região. Leia se fumante pode fazer implante.
- Diabetes descontrolado. A glicose alta atrapalha a cicatrização. Diabetes controlado não impede o enxerto.
- Pressão sobre a área. Dentadura ou provisório apertando o enxerto nas primeiras semanas.
- Doença de gengiva ativa em outros dentes.
- Não seguir os cuidados: bochechar forte, mexer nos pontos com a língua, fazer esforço cedo demais.
- Enxertos muito grandes ou verticais, que são tecnicamente mais difíceis.
Alguns remédios, como os usados para osteoporose, também exigem avaliação antes. Nunca suspenda um remédio por conta própria.
E se aparecer febre?
Febre baixa no primeiro dia pode ser reação do corpo à cirurgia. Febre que aparece depois, que sobe ou que vem com pus e inchaço é sinal de infecção até prova em contrário. Veja também quando a febre depois do implante é normal.
Se deu errado, o que acontece?
Depende do problema. Uma infecção inicial pode ser tratada com limpeza e remédios, e o enxerto às vezes se salva. Se houver perda, a região cicatriza e o caso é replanejado, com um novo enxerto, uma técnica diferente ou uma solução que dispense enxerto.
Perder um enxerto é frustrante, mas raramente fecha as portas para o implante.
Onde fazer em Teresina?
Na Lucas Queiroz Odontologia (Av. Alzira Pedrosa, 647, Noivos), os retornos após o enxerto são agendados já no dia da cirurgia, para acompanhar a cicatrização de perto. O Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951), periodontista e implantodontista, também reavalia enxertos feitos em outros lugares que não evoluíram bem.
Quando procurar o dentista?
Procure o dentista no mesmo dia se tiver:
- febre ou calafrios;
- pus ou mau cheiro forte na região;
- dor que piora depois do terceiro dia;
- sangramento que não para com pressão;
- material ou membrana aparecendo pela gengiva;
- dificuldade para engolir ou respirar (atendimento de urgência).
Só a avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, mostra o que está acontecendo com o enxerto.
Em resumo
- A maioria dos enxertos se integra bem, mas problemas podem acontecer.
- Infecção, exposição e perda parcial são as complicações mais comuns.
- Febre, pus e dor que piora após o 3º dia são sinais de alerta.
- Fumo, diabetes descontrolado e pressão sobre a área aumentam o risco.
- Quando falha, o caso costuma ser replanejado com outra técnica.
Perguntas frequentes
Se o enxerto falhar, dá para fazer de novo?
Em muitos casos, sim. Depois que a região cicatriza, o dentista reavalia com tomografia e pode refazer o enxerto ou escolher outra técnica. Antes, ele procura entender o que causou a falha.
Enxerto ósseo pode dar infecção meses depois?
É menos comum, mas pode acontecer. Inchaço, pus ou uma bolinha na gengiva sobre a região, mesmo meses depois, devem ser avaliados.
Como saber se o enxerto pegou?
Por fora, a gengiva cicatrizada, sem incômodo, é um bom sinal. A confirmação vem com a tomografia ou radiografia de controle, feita meses depois, antes de colocar o implante.
Fumar depois do enxerto faz ele falhar?
O cigarro reduz a circulação de sangue na gengiva e no osso e está entre os fatores que mais aumentam o risco de falha. O ideal é não fumar, principalmente nas semanas após a cirurgia.
É normal sentir o gosto ruim na boca depois do enxerto?
Um gosto diferente nos primeiros dias pode vir do sangue e dos pontos. Gosto de pus, mau cheiro forte e secreção são sinais de possível infecção e pedem retorno.
Converse com um especialista em Teresina
A avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, é o que define o melhor caminho para o seu caso.
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