Cirurgia guiada é colocar o implante seguindo um "mapa" feito antes no computador. A partir da tomografia, o dentista escolhe no computador o ponto exato, o ângulo e a profundidade de cada implante. Depois, uma impressora 3D produz um guia, uma peça de plástico que encaixa nos dentes ou na gengiva e tem furos que conduzem a broca pelo caminho planejado.
É parecido com usar um molde vazado para pintar uma letra perfeita na parede: o molde garante que a tinta vá exatamente onde deve.
Como funciona, na prática?
O processo tem três fases:
1. Exames. Você faz uma tomografia, que mostra o osso em três dimensões, e um escaneamento da boca (ou molde), que registra dentes e gengiva.
2. Planejamento digital. No computador, as duas imagens são sobrepostas. O dentista posiciona implantes virtuais, confere a distância do nervo e do seio maxilar e já pensa em onde vai ficar o dente final.
3. Cirurgia. Com anestesia local, o guia é encaixado na boca. A broca passa pelos furos do guia, na direção e na profundidade planejadas, e os implantes são colocados.
Se quiser entender por que a tomografia é tão importante, veja por que o dentista pede tomografia antes do implante.
Quais são as vantagens?
- Mais precisão. O implante tende a ficar muito próximo da posição planejada.
- Mais segurança perto de nervos e do seio. As distâncias são medidas antes.
- Às vezes, sem corte grande. Em muitos casos, o implante é colocado por um pequeno furo na gengiva, com poucos ou nenhum ponto.
- Pós-operatório mais leve quando não há abertura da gengiva: menos inchaço e incômodo.
- Cirurgia mais rápida, porque as decisões já foram tomadas antes.
- Dente provisório planejado junto, o que facilita dentes fixos no mesmo dia quando o caso permite.
Tem desvantagens ou limites?
Tem, e vale conhecê-los:
| Limite | Por quê |
|---|---|
| Precisa de boa abertura de boca | O guia e as brocas mais longas ocupam espaço |
| Mais tempo de preparo | Exames, planejamento e impressão levam dias a semanas |
| Não serve para todo caso | Enxertos grandes na mesma cirurgia, por exemplo, podem pedir a técnica convencional |
| Não substitui a experiência | O dentista precisa saber adaptar o plano se algo diferente aparecer |
Ela também não elimina os riscos de qualquer implante, como infecção ou o osso não se unir ao implante. Reduz, principalmente, o risco de erro de posição.
Cirurgia guiada é o mesmo que implante planejado no computador?
Quase. Todo implante bem feito hoje passa por algum planejamento com tomografia. A cirurgia guiada vai um passo além: transforma esse plano em uma peça física que orienta a broca durante a cirurgia. Explicamos essa diferença em o que muda com o implante planejado no computador.
Para quem ela costuma ser indicada?
É especialmente útil em:
- dentes da frente, onde a posição define a estética;
- casos com pouco osso, em que cada milímetro conta;
- implantes perto do nervo da mandíbula ou do seio maxilar;
- dentaduras fixas com vários implantes;
- pessoas que querem um pós-operatório mais leve, quando a técnica sem corte é possível.
Conheça mais na página de implante guiado por computador.
Onde fazer em Teresina?
Na Lucas Queiroz Odontologia (Av. Alzira Pedrosa, 647, Noivos), o planejamento dos implantes é feito a partir da tomografia e, quando indicado, a cirurgia é guiada. O Dr. Lucas Araujo Queiroz (CRO-PI 1951), periodontista e implantodontista, mostra o planejamento na tela para você entender onde cada implante vai ficar.
Quando procurar o dentista?
Depois de uma cirurgia guiada, os cuidados são os mesmos de qualquer implante. Procure o dentista se tiver:
- sangramento que não para com 30 minutos de pressão;
- febre, pus ou mau cheiro na região;
- dor que piora depois do terceiro dia;
- dormência no lábio ou no queixo que não passa depois da anestesia.
Só a avaliação presencial, com exame e tomografia, define se a cirurgia guiada é indicada para você.
Em resumo
- Cirurgia guiada é seguir, na boca, um plano feito no computador.
- Um guia impresso orienta a broca na posição, no ângulo e na profundidade certos.
- Costuma ser mais precisa e, às vezes, dispensa corte grande e pontos.
- Não serve para todos os casos e não elimina todos os riscos.
- Tudo começa com tomografia e escaneamento da boca.
Perguntas frequentes
Cirurgia guiada é feita por robô?
Não. Quem faz a cirurgia é o dentista. O computador ajuda no planejamento e o guia impresso orienta a direção da broca, mas as mãos e as decisões são do profissional.
Cirurgia guiada dói menos?
Quando permite fazer o implante sem abrir a gengiva, o incômodo e o inchaço depois costumam ser menores. A cirurgia em si é feita com anestesia local, como a convencional.
Todo implante pode ser feito com cirurgia guiada?
Nem todo. Pessoas com pouca abertura de boca, casos que exigem enxerto grande no mesmo momento ou situações específicas podem pedir a técnica convencional. O dentista avalia caso a caso.
A cirurgia guiada elimina os riscos?
Não. Ela reduz a chance de erro de posição e ajuda a respeitar estruturas como nervos e seio maxilar, mas não elimina riscos como infecção ou falha de integração do implante.
Quanto tempo leva para preparar a cirurgia guiada?
Além da tomografia, é preciso escanear a boca, fazer o planejamento digital e imprimir o guia. Isso costuma levar alguns dias a poucas semanas, conforme o caso.
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A avaliação presencial, com exame e, quando preciso, tomografia, é o que define o melhor caminho para o seu caso.
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